Podcast #05 — O Dono do Morro, de Misha Glenny

O Rio de Janeiro é um estado emblemático e, talvez, um resumão intenso e fiel de tudo aquilo que é o Brasil e o povo brasileiro, então decidimos acatar a sugestão do Gustavo Angeleas, nosso querido editor (dá desconto pra nóis), e mergulhamos no “puro suco de Brasil” escrito pelo Misha Glenny, O Dono do Morro, que conta a história do Nem da Rocinha, um dos maiores traficantes da história do país.

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No entanto, não estamos sozinhos nessa! Além do quórum fixo que vocês estão cansados de saber, tivemos os convidados mais que especiais Gustavo Angeleas, o multifuncional editor e jornalista, e Bruno Lisboa, parceiro da Patrícia lá no O Poderoso Resumão e professor em beagá. O resultado dessa discussão você acompanha aqui:

Misha Glenny se baseou, logicamente, na história de Nem para escrever O Dono do Morro, mas o livro não é só uma simples biografia de um dos bandidos mais procurados do milênio. Misturando reportagem investigativa e biografia, vamos entendendo que histórias como a de Nem não são pontos tão fora da curva assim, mas o destaque para Nem é a longevidade, tamanho e proporção do seu império, fazendo do narcotráfico um mercado extremamente organizado na Rocinha, um modelo (quase) empresarial; e com isso o livro é uma grande radiografia do narcotráfico (e da violência) no Brasil, mais especificamente na cidade do Rio de Janeiro, desde a década de 70, assumindo ares muito mais graves a partir dos anos 2000.

Com a curiosidade de um jornalista nato, Glenny fez uma completa imersão na Rocinha para entender o que é esse espaço que parece que contém um mundo em si próprio. Por isso, a Rocinha entra no livro quase como personagem coadjuvante ainda que roube a cena de vez em quando, afinal "entra dono do morro, sai dono do morro e a Rocinha continua lá" . Essa imersão possibilita ao leitor entender o dia a dia da maior favela do Brasil além de uma visão crucial por dentro de um dos maiores e mais bem regidos negócios do pais: o narcotráfico.

Citando nome sem dó nem piedade, Glenny nos apresenta uma imagem de um Rio de Janeiro quebrado e dependente de uma união das mais doentias do milênio: governo, forças de segurança e narcotráfico. Parece que da estabilidade desta união surge a possível estabilidade da cidade como um todo.

A obra é essencial para quem quer entender melhor esse passado violento que parece cimentar um futuro complicado se nada mudar.

Sobre a obra, o autor e o personagem central:

Recomendações:

Não recomendação:

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